Cachorro é membro da família

Antes de mais nada é importante dizer que na minha casa cachorro é mais do que um bicho. É parte da família. É filho. É irmão. Definitivamente, é quase gente! Somos todos apaixonados pelos nossos: uma maltês de 15 anos chamada Mauí e uma labrador de 10 anos, chamada Záira. E é da filha peluda mais nova que eu quero falar hoje.

Se você tem ou conhece alguém que tenha essa raça de cachorro ou assistiu o filme “Marley e eu” nem preciso entrar nos detalhes da raça. Melhor pular essa parte (rs!) e focar mesmo nos detalhes que nos levaram a nos apaixonar por ela.

Cachorro de presente

Em, 2008, primeiro aniversário que passei com o Guilherme, ele quebrou a cabeça para escolher um presente que me agradasse. Até que um dia decidiu. Me deu um osso de plástico de presente onde escreveu: “Vale um Labrador”. Afinal ele queria que eu escolhesse meu presente!

Depois de chorar todo estoque de lágrimas que eu tinha (porque eu queria muito um labrador e porque ele foi o primeiro namorado a me enxergar na hora de comprar um presente), fomos ao canil. Chegando lá a ninhada inteira veio nos receber. 10 cachorrinhos lindos. Felizes. Saltitantes. Apenas uma não veio. Ficou com medo atrás de um vaso. Foi amor à primeira vista. Estava escolhida a minha Záira. Fui a seu encontro, abracei minha pequena e prometi a ela que a protegeria pra sempre.

Meu amor

Enfim, desde então vivemos muitas aventuras juntas (até de país nós mudamos). E ela sempre estava lá com seu ratinho balançando e sua língua querendo “beijar” quem passasse pela frente. Até que esse final de semana ela não parecia feliz. No sábado chorou de dor e só descansou depois de tomar um analgésico forte. No domingo estava ainda pior. Parecia sentir ainda mais dor.

Fomos para o hospital veterinário. Diagnosticaram uma inflamação uterina. Decretaram que precisávamos fazer uma cirurgia de emergência para salvar sua vida. Imediatamente. Não daria nem para avaliarmos riscos.

Meu coração bateu forte. Ao mesmo tempo em que queria salvá-la pensava que eu podia morrer. Será que eu perderia minha gordinha? Não podia imaginar ficar sem ela, mesmo sabendo que isso um dia vai acontecer. E como eu ía explicar isso pras minhas pequenas? Eu, sinceramente, não estava preparada…

Enfim, ficamos o dia todo aguardando notícias do veterinário. Comecinho da noite e a mensagem chegou: tinha dado certo na cirurgia! Que alívio. Que só não foi maior do que o que eu senti quando encontrei ela logo depois, no dia seguinte, no momento da alta.

Reconheci no seu olhar aquele medo que ela sentiu no primeiro dia que me viu. E, assim como fiz dez anos atrás, abracei minha Záira e repeti que cuidaria dela pra sempre! Te amo, gordinha! Bem-vinda de volta!!!

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