Xuxa ficou velha. Você não?

As pessoas tem que aceitar que eu não sou mais jovem. Resumindo: as pessoas tem que se tocar de que… eu fiquei velha! Essa declaração simples – e forte – poderia ser minha, mas não é. É de uma mulher chamada Maria da Graça Xuxa Meneghel. Ou apenas Xuxa. Uma apresentadora, atriz, cantora pop infantil, empresária, filantropa e modelo brasileira. Uma artista duas vezes vencedora do Grammy Latino na categoria melhor álbum infantil. Uma mulher conhecida mundialmente pelo título de Rainha dos Baixinhos.

Xuxa

Pois essa mulher cansou. E, dia desses, numa entrevista para um programa de TV, desabafou. Não aguenta mais ser cobrada. Não quer mais que exijam que ela tenha cabelo comprido e nem bota acima do joelho como tinha há 20 anos. Que sugiram que use chuquinhas no cabelo como fazia no programa matinal que apresentou anos na Globo. Que volte a andar na nave ou que tenha a cia de paquitas enquanto dança.

“As pessoas têm que aceitar que tudo tem uma fase. Passou. Acho legal ter feito parte da história da vida das pessoas. Isso demonstra que realmente marque um ‘x’ no coração delas. Mas não podem exigir que eu seja aquilo, é ridículo. Chega a ser chato”, disse.

Curioso. Quer dizer que Xuxa não pode simplesmente envelhecer? Assim como eu, como você, como sua tia, sua funcionária, sua melhor amiga? Não pode ter se transformado em outra pessoa, assim como nós? Não pode ter outros gostos, preferências, atitudes? Quer dizer que ela tem que ser, pra sempre, a rainha dos baixinhos embora você e eu tenhamos mudado tanto? Que preguiça!

Pois Xuxa amadureceu. E sim, envelheceu. Como nós. E daí? Qual é o problema da mulher ter 55, 60, 70 anos? De ter rugas? De não ter o corpo tão em dia (não é o caso da Xuxa, que está ótima!). Precisamos parar de questionar as pessoas pelo que gostaríamos que elas fossem. Temos que aceitar o que elas são. Com suas escolhas. E ponto final.

E, se fazer isso for difícil demais, minha sugestão é: se olhe no espelho antes de criticar. Pense em quanto você e seu corpo mudaram nos últimos anos. E em quando já é chato constatar isso por sua própria conta, fechada no banheiro. Entendeu? Ou preciso desenhar? A propósito, já tinha escrito sobre a Xuxa em outra ocasião. Será que é tão difícil aceitarmos a realidade do outro assim a ponto de termos que voltar no assunto sempre? Que coisa chata.

 

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