Mudar é bom

Eu gosto de mudar. De casa, de cidade, de país. Gosto de mudar de shampoo, desodorante, perfume. De estilo, de mudar de restaurante, de mudar de assunto. De mudar de opinião. Detesto tudo que se repete sempre igual. Acho perda de tempo, falta de criatividade, parece preguiça. E acho que é exatamente que a foto que ilustra esse post significa muito pra mim.  Porque mostra que mudei!

Mudar

Acho que esse registro foi feito quando eu tinha uns seis, sete anos. Morava em Valinhos, interior de São Paulo, e minha mãe me colocou entre os “modelos” de um desfile de crianças. Dá pra ver claramente que não estava assim…muito confortável…talvez estivesse tímida por ver tanta gente me olhando. Talvez estivesse preocupada em não cair. Em fazer bonito. Em não decepcionar minha mãe. Talvez fosse tudo isso junto, sei lá.

O fato é que hoje eu olho essa foto e não me reconheço. Calma, reconheço meu rosto, obviamente. Mas não reconheço esse sentimento que eu sei que tive. Engraçado. Eu fui tímida. Logo eu, que trabalhei em Tv por mais de 20 anos. Que fui uma adolescente festeira. Mas, sim. Eu fui envergonhada quando pequena.

O que me fez mudar, analisando friamente hoje, uns 30 e poucos anos depois, foi a necessidade. Percebi que seria mais feliz se me soltasse mais. Se não ficasse tão encanada com tudo. E, sozinha, trabalhei meus medos. Aos poucos a mudança veio…até que: pluft! Virei a “cara-de-pau” que sou hoje.

Claro que não foi fácil. Claro que deu medo. Mas toda mudança é assim. Seja ela interna – meu caso – ou externa (quando cortamos o cabelo, por exemplo, sentimos medo de ficar feia, de não gostar do novo corte). Mas eu não quis nem saber. Enfrentei o medo porque queria mudar. E mudei. Que bom!

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