Mudar de país não é fácil…

Hoje o texto do blog não é meu. Na verdade eu nem sei de quem é. Mas o fato é que recebi num grupo de whatsapp e faz tanto sentido que senti necessidade de compartilhar nas minhas redes sociais e aqui no blog também. Do que se trata? De mudar de país. E mudar de país não é fácil…na verdade é bem mais difícil do que parece e eu posso dizer isso do alto da minha experiência de 10 meses quase morando nos EUA…espero que vocês gostem…ah! E se alguém souber quem escreveu, por favor, me diga! Vou adorar conhecer esse autor (a).

“Não é fácil criar coragem e desfazer as amarras. É fácil fazer as malas, comprar uma passagem e seguir o seu destino rumo a um outro país. Difícil é aceitar a nova realidade durante esse tempo, aceitar o fato de que você não pertence ao local em que viveu a maior parte da sua vida.

Porque ao partir é preciso estar preparado para se reconstruir, para aceitar que é chegado o “agora ou nunca”, a hora de se encontrar, se conhecer e definir quem você quer ser mesmo já sendo bem crescido. É preciso ter coragem para se desfazer das frescuras, de alguns hábitos, criar asas fortes que te ajudem a dar um dos voos mais importantes da sua vida. É preciso se desfazer de preconceitos e aprender de uma vez por todas o significado do respeito. 

Mudar de país é, quase sempre, fugir de alguns problemas, e então, se ver cercado por mil outros. É viver numa montanha-russa quando se tem medo de altura. Os primeiros meses trazem a mesma sensação da subida: empolgação, felicidade, orgulho de estar lá. E então, a gente acorda certo dia e percebe que reconstruir a vida não é tão lindo quanto parecia, é difícil, desgastante, cansativo. Mas a gente está lá no topo; o investimento foi caro, os seus amigos, a sua família, todo mundo que não veio está lá, te observando de longe. Não dá para desligar a máquina, você não tem coragem de pedir para descer. Você sorri e esconde o desespero. Fecha os olhos e vai. Com medo e sem saber se vai dar certo.

Alguns desistem após a primeira descida. Outros se acostumam com a adrenalina e resolvem continuar. Porque nada melhor do que descobrir que você é capaz.

Morar fora não é reconhecer os seus limites, é esticá-los um pouquinho mais, dia após dia. É descobrir que você pode ir muito além. É ralar para ser reconhecido onde você é apenas mais um e reconhecer que ser apenas mais um pode ser muito para quem chegou a ser ninguém.

Morar fora é dar luz a um novo “eu” , é ser mãe e pai de sí próprio. É sofrer para se criar sozinho e ter orgulho do adulto que você recriou. É aceitar que você jamais será o mesmo e ter coragem para decidir que voltar já não faz parte dos seus planos”.

P.S.: apesar de ter amado o texto e me identificado eu sou mudaria a última frase. Eu diria “É aceitar que você jamais será o mesmo se um dia decidir voltar pra sua terra”.

16 Discussions on
“Mudar de país não é fácil…”
  • Texto maravilhoso! Estou de viagem marcada para daqui 5 meses para a Europa, na maior alegria e entusiasmo , realizando um sonho, indo em busca de novas experiências. O pior tem sido lidar com minha família que não apoia. Me chamam de louco; igualam uma mudança de país com a morte. Não estou sabendo como lidar com isso para que eles me entendam e fiquem bem! Abcs

    • Infelizmente nessa hora você tem que pensar no seu sonho, no que te faz feliz. Os outros nunca vão entender. Foi assim quando mudei pros EUA tb. Mas hoje, olhando pra tras, faria TUDO de novo! Vai com fé!

  • Oi Patricia, tudo bem?
    Estou de mudança para o Canadá em agosto. Sou advogada hoje aqui no Brasil mas me sinto muito infeliz na carreira e quero tentar a Gastronomia lá.
    Sou muito apegada aos meus pais que sempre me dão uma força quando tenho problemas mas preciso buscar justamente essa independência emocional e financeira. Sempre sonhei em morar fora mas me desligar de tudo tem sido um passo muuuuuito difícil! Tenho 33 anos e não tenho marido nem nada… Só um filho canino… Rs
    Você me daria algum conselho? Rs. Bjo grande e desejo tudo de bom para vocês.

  • Em 2018 eu completarei 18 anos e vou me mudar para o Japão (já estou decidido disso).
    Porém, eu não sei se vou conseguir me despedir de minha família… O que eu vou dizer? “a gente se vê por aí” ? Eu não pretendo voltar pro Brasil tão cedo, então não sei se terei forças para me despedir… :/

  • oi Patricia tudo bem, amei sua publicação mas tenho muita vontade de mudar de pais,tenho dois filhos gostaria muito de realizar este desejo.

  • Oi Patricia! É muito bom poder ouvir de você sobre a sua experiência. Isto me dá segurança.
    Claro que não é fácil. Estarei indo para UK em dezembro, junto com meu filho de 13 anos e lá encontraremos meu marido. Força, foco e fé para todos nós!

  • Que texto sensacional Patricia! Me identifiquei….meu Deus não é fácil! Falei com vc por email, estava de mudança para Cincinnati, nossa mudança atrasou, e agora cá estamos rs….há 3 semanas! Lembro bem das suas palavras, dizendo que não é fácil! Realmente é um dia de cada vez, a vontade de chorar é grande e saudade da família dói, mas bora lá né! Beijos e seu blog me encoraja muito!

  • Que legal…estamos morando há 1 mês e meio nos EUA..eu, marido, uma filha de 6 e outra de 16 anos…Meu Deus, quantos desafios…eu já quis (muito) chorar, mas tenho estendido meus limites, como o texto diz… Até hoje minha filha de 6 anos chora antes de ir para a escola, uma vez que não consegue conversar com os amiguinhos como fazia no Brasil. Já a de 16 anos não quer voltar para o Brasil. Vale ressaltar que ficaremos apenas um ano, assim que terminar minha pesquisa na Universidade daqui.. A parte médica é muito complicada…sofremos certo preconceito da médica, que apesar dos resultados dos exames das crianças terem dado negativo (tuberculose), ainda questionava muito sobre zika e pediu uma bateria de exames…cada filha tomou 4 vacinas a mais…complicado…mas vamos levando e nos surpreendendo com a força que desenvolvemos…lições de vida!

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