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Mudança de país e as crianças

Como foi a mudança de país com filhos pequenos? A adaptação é muito complicada? Elas falavam inglês quando vocês de mudaram? Como vocês fazem com o português? Elas falam de voltar a morar no Brasil? Essas são as perguntas que recebi nos últimos dias por email, mensagem, direct no ig, etc. Tudo porque, há duas semanas, iniciei uma série de vídeos onde falo sobre o desafio que é a:

Mudança de país!

Pois bem. O foco do texto hoje são as pequenas. Quando viemos pra cá Maitê tinha 3 e Nina 5 anos. Nenhuma das duas falava inglês (fizeram 6 meses de uma escolinha no Brasil que não ajudou nada – e eu só descobri que gastei dinheiro a toa quando cheguei aqui). Ou seja, primeira barreira: “não entendo nada e ninguém me entende”.

Como toda mãe vê-las nessa situação me deixou em pânico. “Coitadas, não conseguem se comunicar, entram chorando na escola…meu Deus, o que fazer?”.

Nada. Ou melhor, esperar. Dar tempo ao tempo. Pois seis meses depois foi como se tivessem virado uma chavinha na cabeça delas. As duas passaram a falar inglês com a maior facilidade. Passaram a gostar de ir pra escola (e hoje me corrigem quando eu falo, mas tudo bem! Isso é assunto para outro dia!).

E os amigos?

Antes dessa “chavinha virar” teve a questão de fazer amigos também. Quando nos mudamos Nina já tinha amigos da escola (que frequentava desde 1 ano e meio de idade). Maitê nem tanto, era menor, tinha pouca referência de Brasil (e isso é um outro problema, como veremos mais tarde).

Para não deixá-las solitárias a solução no começo foi conviver com brasileiros o máximo de tempo possível. Quando elas estavam fora da escola a gente tentava que conversassem com alguém que falava português, para que pudessem brincar. Mas, de novo, esse problema foi facilmente resolvido assim que elas aprenderam o novo idioma. Inglês na ponta da língua Nina e Maitê arrumaram diversos amigos (e não só americanos, mas indianos, hispanos e por aí vai).

Mas qual o problema da Maitê ter se mudado de país mais nova? A falta de vocabulário em português que ela tinha! “Ai, será que ela só vai falar inglês? Como vai se comunicar com meus pais? Como vai ser quando formos ao Brasil?” As respostas eu aprendi na raça: não deixar os filhos perderem a língua materna é responsabilidade dos pais.

Como fazer?

Se você falar português em casa e não aceitar diálogos em inglês entre a família (que pra eles é muito mais fácil) o português vai ser mantido sim! Claro que elas acabam misturando palavras nos dois idiomas numa mesma frase o tempo todo, mas se comunicam perfeitamente em português! Em breve pretendo ainda ensiná-las a ler e escrever em português, mas isso também fica pra falarmos outro dia!

Por fim, muita gente me pergunta se elas não falam de morar de novo no Brasil. E a resposta é não! Claro que sentem saudade dos primos, dos avós, dos tios. Claro que queriam estar com todos eles no Natal, no aniversário. Mas como estamos aqui há quatro anos essa é a realidade das duas. Elas já tem amigos, já tem rotina. Voltar para o Brasil seria mais uma mudança e acho que, por enquanto o que elas menos querem é passar por todas aquelas emoções de novo!

 

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