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Duvida cruel: ser menina ou mulher?

Desde que completou sete anos (dia 25) Nina vive uma duvida cruel. “Cresci e quero tudo da minha mãe”. “Sou criança e quero tudo da minha irmã”. Ai que duvida cruel…Ela sofre quando vê que alguém percebe o tanto que ela gosta da infância. Faz questão que a gente perceba que ela cresceu. E isso da um nó na cabecinha dela, gera um conflito interno! Tadinha da minha pequena!

Duvida cruel

Venho pensando muito nisso…quem disse que minha filha tem que ter a resposta para essa duvida agora? Ou em algum momento da vida? 

Engraçado constatar o quanto a gente se cobra desde muito cedo. A gente se cobra crescer. A gente se cobra deixar de gostar de boneca. A gente se cobra querer conhecer meninos. E na maioria das vezes por causa do outros. É isso. A gente quer dar uma resposta para os outros de tudo, inclusive do que a gente sente. Por que? Não sei sinceramente não sei…

De minha parte o que tenho feito é deixar minhas filhas serem tudo que quiserem e quando quiserem. Sem censurar. Sem cobrar. Sem proibir e nem incentivar. Quer ser criança e brincar de boneca? Quer se arrumar como uma mocinha? Quer ser um pouco de tudo e nada ao mesmo tempo? Sem problema nenhum! Aliás elas são tão  livres que podem mudar de opinião a qualquer momento! E eu não que dar meu palpite e nem querer nada!

Eu mesma não gosto de me definir. Por isso mesmo escolhi o jornalismo. Onde posso exercer milhões de papéis. Sou repórter. Apresentadora. Blogueira. Mestre de cerimônias. Mediadora. Palestrante. Às vezes tudo no mesmo dia. E mais. Além de profissional sou mãe, dona-de-casa, esposa, filha. Sou irmã, sou amiga. E gosto de ser assim! Por que cobraria das minhas filhas uma definição? Um papel apenas?

Nada disso. Quero que elas curtam todas as fases até se sentirem definitivamente prontas para escolher quem querem ser. E, se não quiserem escolher nunca, tudo bem.

 

 

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