Dia de furacão é dia estranho

As escolas suspenderam as aulas. Os escritórios vão fechar mais cedo. Há a expectativa de ser decretado curfew (quando as pessoas não podem sair na rua em determinado horário). Ou seja: hoje é dia de furacão. Que dia estranho.

O céu está bonito no momento. Tanto que a gente quase esquece que a previsão hoje a noite é de chuva forte com ventos violentos. Como moro em Windermere teoricamente estou fora da área que vai ser afetada pelo furacão. De qualquer maneira as previsões indicam que seremos impactados pelo menos por resquícios do que vai chegar, por enquanto, com força na costa do estado.

Digo “por enquanto” porque há dias vivemos uma gangorra de emoções. Primeiro estávamos na rota. Entramos em desespero. Saímos. Ufa. Voltamos. Ai, meu Deus. Tudo porque basta um desvio mínimo, que pode acontecer a qualquer momento, e entramos no caminho do Dorian de novo.

Dia de furacão é dia estranho

Enquanto a noite não chega tentamos ter um dia quase que normal. Mas, sinceramente, como pode ser normal um dia em que se aguarda a chegada de um fenômeno da natureza tão devastador (mesmo que seja só um resquício dele)?

Como pode ser normal um dia em que todo mundo está tirando móveis da varanda, guardando carros, abastecendo a dispensa com água, pilha e velas como se o mundo fosse acabar? Não se fala em outra coisa, não se pensa em mais nada a não ser no Dorian.

Enfim, como não há o que se fazer diante de algo tão poderoso, a não ser seguir as recomendações das autoridades, hoje vou trabalhar em casa até o fim da tarde. Depois vou desligar o computador, trancar tudo e ficar bem grudada a minha família, torcendo pra esse pesadelo perder força e não fazer mais vítimas por onde passar.

 

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