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Bullying: não generalizem

Tudo que acontece de ruim nas escolas hoje é culpa do bullying. Por causa dele crianças se suicidam, atiram nos colegas da classe, reagem muito mal a determinadas situações. Muitas vezes ninguém investiga a fundo o caso, mas logo vem o rótulo: bullying.

Bullying

Claro que muitos dos casos tem a ver com esse problema. Claro que tem crianças que não sabem lidar com xingamentos e provocações. Mas, algumas vezes, o buraco é mais embaixo. O problema é bem outro. Mas é mais fácil colocar a culpa nesse problema. E pronto. O caso fica resolvido.

Na minha opinião existem milhares de casos que o bullying, claro. Mas existem famílias que não ouvem seus filhos. Que não os ensinam a lidar com seus problemas. Existem crianças e adolescentes solitários. Existem famílias desestruturadas emocionalmente. E isso sim pode justificar várias coisas.

A menina baixinha pode lidar bem com os apelidos da escola se a auto-estima for bem trabalhada em casa. Ser chamada de “toco de amarrar jegue” pode nem incomodar tanto se ela souber, lá no fundo, que tamanho é o que menos importa. Que ela tem milhares de outras características muito mais bacanas. Que é inteligente, prestativa, engraçada, estudiosa. Se ela entender que ninguém é perfeito. E se conseguir enxergar que, assim como ela é baixinha, existe a que é gordinha, o ruivinho, o gigante. E daí?

Eu sofri bullying

Falo isso por experiência própria. Sempre fui a menor da classe da escola, do balé, da aula de hipismo. E sempre fui muito zoada por isso. No balé, por exemplo, eu nunca participei dos festivais de fim de ano com a minha classe. Por anos a professora fez bullying comigo. Dizia que ficaria feio eu, tão pequena, em meio as minhas amigas mais altas.

E lá ía eu pra classe dos menores. Se isso me incomodava? No início sim, claro. Mas, aos poucos, minha mãe foi me mostrando o lado bom da coisa. Fui percebendo que poderia ser legal. Eu era a líder dos menores. A mais velha. Era paparicada por todas. Pronto! Questão resolvida.

Claro que nem todos os casos são fáceis assim de resolver. Claro que nem todas as crianças fazem limonadas com os limões. Mas acho que se todas levarem seus problemas pra casa – e tiverem a ajuda dos pais para lidar com cada um deles – vai ficar tudo muito mais fácil.

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