Brincar na rua é demais!

Tem coisa mais gostosa do que brincar na rua, na casa do vizinho, na pracinha do lado de casa? Tem coisa mais legal do que ter um monte de amigos na vizinhança? Do que chegar da escola, pegar a bicicleta e sair por aí tranquilamente? Duvido! Vejo minhas filhas crescendo nesse ambiente aqui nos Estados Unidos e agradeço a Deus por essa infância saudável e sem medo!

Brincar na rua: eu morro de saudade!

Eu mesma cresci assim. Morava em Valinhos, no interior de São Paulo. Na minha rua várias crianças se reuniam. Sim, brincar na rua no Brasil, mesmo morando fora dos condomínios, era super possível! Bons tempos. A gente ficava até tarde conversando, pulando amarelinha, jogando queimada. E nossos pais nem se preocupavam. O perigo passava longe. Claro que tinha a questão dos carros que passavam pela rua, mas até nisso a gente deu sorte. Nosso bairro tinha pouco movimento. Os motoristas que circulavam por ali, em sua maioria, eram vizinhos. E passavam devagarinho, como que apreciando a gente crescer!

Aqui em Orlando moramos numa rua sem saída cheia de crianças. Temos vizinhos brasileiros, venezuelanos, americanos. Tem meninos, meninas, bebês. E todos brincam juntos!!! E eu fico na varanda, apreciando tanta liberdade, tanta alegria, tanta vida.

De vez em quando, claro, eles vem com um pouco de querer jogar Ipad, assistir um desenho na TV. Mas eu, na mesma hora, ataco com giz para desenhar no asfalto, com uma corda pra eles pularem, com pipoca para fazerem piquenique. Assumo: me tornei a mãe que minha mãe foi! Se depender de mim eles só vão ficar na internet ou em frente a TV se estiver chovendo (na minha casa isso era lei!).

Criança tem que gastar energia, suar, interagir. Tem que ter amigos para aprender a dividir. E até mesmo a brigar (para aprender a se defender). Criança tem que brincar! E, se for na rua, melhor ainda!

 

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