Salvador, eu estou chegando!!!

Há dois anos não vou a Salvador para o carnaval. Nesse período fiquei sem ver a multidão nas ruas atrás dos trios elétricos. Fiquei sem ver meus artistas preferidos arrasando nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande. Fiquei sem sentir a energia da galera dos blocos e camarotes. Sim, em 2017 e em 2018 eu simplesmente me proibi assistir a maior festa de rua do planeta na TV ou pela internet. Era muito sofrimento para quem ama tanto aquele espetáculo ter que acompanhar tudo de longe. Por tudo isso a festa de 2019 vai ter um gostinho especial pra mim: gosto de saudade. Volto a Salvador como quem volta pra casa. Como quem volta pra um lugar de onde nunca devia ter saído!

Salvador, eu estou chegando!!!

Antes desses dois anos fora vivi nove dividindo o comando do Band Folia com meu companheiro Betinho e outros amigos. Deu pra mensurar o que esse retorno significa? Não estou falando só do trabalho, embora sim eu tenha sentido falta da transmissão, da garra da equipe, da câmera, da exposição.  Mas vou além. Eu senti falta de uma brisa que só lá bate. De um povo que não existe igual em nenhum lugar do mundo. Senti falta da beleza da Baía de Todos os Santos. Da água de côco docinha e do acarajé apimentado!

Senti falta do “pronto”, da “hora de relógio”, do “mainha”, do “painho”. Senti falta do sorriso sempre aberto, da calma, do jeito leve de levar a vida. É, se tem uma coisa que o baiano tem e que nós, paulistas, precisamos aprender é isso. A vida não pode ser levada tão a sério como a gente leva. E eles sabem tocar o dia-a-dia com uma leveza invejável!

Volto pra Salvador para muito trabalho e pouco tempo livre. Mas volto tão feliz que parece que é só passeio, só diversão. É isso que eu faço lá. Me divirto. Na frente das câmeras ou não. Como os baianos me ensinaram a fazer! Salvador, eu estou chegando!!!

 

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