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Bicicletas sem rodinhas: filhos crescidos

Hoje me toquei que Nina e Maitê não são mais bebês. Pode rir, eu sei que é engraçado o que vou dizer. Mas o fato é que o símbolo dessa descoberta…foram as bicicletas sem rodinhas que eu encontrei na garagem!! Por um minuto eu olhei para aqueles dois objetos e um filme passou na minha cabeça.

Bicicletas são símbolos

Elas nasceram ontem e hoje andam de bicicletas sem rodinhas. Não precisam de apoio. Se equilibram sozinhas. Escolhem seus caminhos.

Pode ser viagem de mãe. Pode ser TPM. Pode ser que eu esteja maluca mesmo. Mas confesso que me deu um arrepio olhar aquelas bicicletas encostadas na parede. Logo eu que insisti tanto para que as duas enfrentassem o medo e aprendessem a se equilibrar. Logo que eu incentivo tanto a independência delas. Logo eu que sou tão bem resolvida e que sei que criamos os filhos para o mundo. Por um minuto aquela imagem me deu um nó na garganta. Foi como se, a qualquer momento, elas fossem pegar as bicicletas e sair por aí.

Elas tem 5 e 6 anos. Nina abandonou as rodinhas no ano passado. Maitê no último final de semana. Não estou dizendo que elas vão fugir de casa e nem que vão sair sem avisar. Mas acho que ver as bicicletas sem as rodinhas me lembrou que um dia elas vão sim fazer alguma dessas coisas. Ou as duas. E que eu, tão racional, vou sofrer.

Acho que, pela primeira vez, entendi algumas reações da minha mãe e do meu pai. Quando decidi morar em San Diego, em Sorocaba, em São Paulo, em Orlando. Acho que, pela primeira vez, entendi as lágrimas deles, as ligações com voz embargada. Acho que, pela primeira vez, me toquei de verdade de que a gente não cria os filhos pra gente. E constatar isso dói.

Claro que vai demorar para elas saírem de casa. Claro que tenho muitos anos de convívio pela frente. Mas, ao olhar aquelas bicicletas, eu tive medo do futuro.

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